...e quero fazer um texto de despedida. Sempre faço um no blog.
Mas, um bicho de 16 anos é enorme, essa última semana com ele doente foi enorme, ontem foi um dia maior que muita semana que já vivi.
Vou fazer, mas vai ser daqueles textos que vou enrolar um tempo antes de ficar pronto.
(por Vitor Cafaggi)
Mais um gibi que comprei na pandemia e só abrir ano passado mas, ao tirar o plástico, descubro que está autografado XD
Aqui é o arco final das desventuras amorosas e desenvolvimento de Valente, um cachorro antropomórfico - em um mundo em que todo mundo é um bicho humanizado :p - no fim da adolescência e início da idade adulta.
São tiras legais, com cara de fechamento: até o grupo de RPG é “derrotado” pela vida, Valente finalmente acha que encontra o amor com Cindy, mas... a vida é diversa, e ele aprende uma enorme lição e sobe de nível. E temos um final aberto, mas que encerra de verdade a história a ser contada.
# Veredicto: Fofo e agridoce. Só vendo meus gibis se lançarem um compiladão com todas as tiras.
# Bom: Vitor Cafaggi sabe contar histórias, criar personagens e situações - profundas e divertidas. Além do traço dele ser para lá de fofo.
# Mau: Uma coisa que me incomodou mais e mais enquanto a série avança era o recorte social: os personagens tem faculdade paga, um primeiro emprego é mais uma possibilidade de crescimento que uma necessidade da vida, ir e voltar pro exterior é tipo visitar parente em outro estado. É quase mais irreal que animais falantes, sabe? =p
172 páginas • 2020 • R$ 26,90
Notas:
1) O autor teve outra série antes que é uma espécie de ancestral espiritual de Valente: Puny Parker, que conta a adolescente de um tal Peter que vai se tornar um tal de Homem-Aranha. E tem para download, mas não sei se os links são válidos ainda ou se existiram apenas três temporadas.
2) Esse é o volume final de uma série de seis livrinhos, mas isso não fica claro em lugar algum da revista.
1) 2011 • Valente Para Sempre (publicação independente, relançado pela Panini em 2013)
2) 2012 • Valente Para Todas (publicação independente, relançado pela Panini em 2013)
3) 2013 • Valente Por Opção
4) 2014 • Valente Para O Que Der e Vier (único que resenhei :P)
5) 2017 • Valente Para Onde Você Foi?
6) 2020 • Valente Por Você
(por C. S. Lewis)
Namorada leu, gostou, me recomendou e embarquei =)
O autor, para quem não percebeu ou não sabe, é o criador das Crônicas de Nárnia, e famoso por seus textos de apologia ao Cristianismo (ele era anglicano). E tinha isso em mente ao se ler esse livro: é uma série de cartas do demônio Maldanado ao seu querido Vermelindo, sobrinho e (como está no título) aprendiz.
Esse está tentando corromper um humano (inglês, durante a Segunda Guerra) e seu tio tenta lhe dar as dicas.
Pra ser sincera, demorei para pegar o ritmo da leitura. No começo tem muita informação e idéias de Lewis trançadas aos pequenos dramas do dia a dia de um demônio em aprendizado e as dificuldades com seu “paciente”. Aí comecei a deixar de lado o que não entendia (ou não concordava) e segui, guiada pelo que já conhecia e me diverti, porque as alfinetadas que valem até hoje são poderosas, o humor do nosso diabão missivista é delicioso e, assim mesmo, acho que absorvi algumas idéias.
# Veredicto: Com certeza, é um livro que pede uma segunda leitura.
# Bom: Amo, amo mesmo a quantidade de elogios na abertura da carta final. Já prevendo no que aquilo implicaria :P E várias questões levantadas continuam contemporâneas e é sempre bom alguém escrever delas de forma inteligente e bem-humorada.
# Mau: Obviamente, Lewis tem uns pontos de vista bem conservadores, especialmente na parte final, do "brinde". E às vezes pesa demais nos dogmas do sabor preferido dele da religião.
208 páginas • 2017 • R$ 59,90 • no site da editora
(por David M Booher, Sam Maggs, George Kambadais)
Tenho um site de Caverna do Dragão - talvez meu primeiro “projetinho” na internet foi esse - e apesar de não ser uma fã louca devotada por tudo o que tem do desenho (longe de mim comprar os bonecos caríssimos da série), faço questão de todo material impresso do desenho: acho que tenho tudo de gibis, livrinhos e figurinhas lançados em língua inglesa.
Sendo assim, quando saiu os quadrinhos do desenho lá na Gringolândia, comprei os encadernados (foram 2 até agora) e esperei a edição nacional quando anunciaram.
O que temos aqui: texto que daria um episódio fraco do desenho, arrastado em quatro partes, com personagens às vezes descaracterizados. Até entendo o redesign de alguns personagens, mas a arte como um todo não ajuda.
# Veredicto: Não vale a capa dura. Espero que lancem as continuações, em nome da coleção apenas :P
# Bom: Deve ser o primeiro gibi exclusivo (no idioma original) do desenho em toda a sua história :P Com um pouco de sorte, teremos histórias e artistas melhores no futuro. Ou não.
# Mau: Caro. A arte é mais ou menos. Quem escreveu não viu os desenhos direito (alguns episódios eram escritos por quadrinistas de porte).
# Etc: Curioso que Caverna do Dragão atualmente dá para dividir em duas fases: 1) o desenho semi-obscuro (em seu país natal) dos anos 80, com alguns fãs e merchandising esparso 2) uma renascença de produtos e publicação de um anos para cá, talvez pela resolução dos direitos sobre o desenho e a oportunidade de nostalgia..
96 páginas • 2023 • R$ 49,90 • no site da editora
O tópico recorrente que serve para:
1) Ser prova contra mim no dia que alguma estante cair em cima de minha cabeça e eu ficar soterrada em papel.
2) Manter esse blog vivo em meses sem assunto.
3) Controle auxiliar da coleção :P
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02/01 - O ano nem começa e me chega algo que estava acompanhando pelo tracking desde novembro:
Kickstarter
• The Magical Land of Yeld - 2nd Edition: existe uma série de tiras online, Modest Medusa, que gostei muito de ter lido (parei na milésima, estou sempre me repetindo que preciso retomar). E uma época pensei em fazer um RPG para minhas tirinhas e fui pesquisar sobre personagens crianças nesse tipo de jogo: nos jogos normais, eles tratam elas como se fossem a mesma coisa (e, na infância, acontece um mundo de difenças com uns dois anos). Há jogos focados em personagens infantis, mas a maioria tende ao terror, não à aventura.
Aí surgiu The Magical Land of Yeld, com tom mais aventuresco e passado no mundo de Modest Medusa. Como tinha perdido a primeira edição, não deixei de pegar essa segunda e zero arrependimentos: o livro é lindo por dentro =)
04/01
Banca Ranieri, em frente ao Conjunto Nacional
• Oshi no Ko: Minha Estrela Preferida #12: “mãe, achei a capa bonitinha e levei para casa” =_='. Acaba no 16.
Comix
• Spy × Family #13: é, outra coleção. Shhhh. (mas o povo fala que tá hilário)
• Santuário dos Dinossauros #2: “vou comprar para a sobrinha” e acho que vai ficar comigo.
• Vinland Saga #27: mais um elogiado que estou acumulando antes de iniciar a leitura....
11/01
Comix
• Oshi no Ko: Minha Estrela Preferida #10 e #11: “mãe, achei a capa bonitinha e levei para casa” =_='. Acaba no 16.
17/01
Panini
•Vingadores por Kurt Busiek e George Pérez: um omnibus nacional :P Tinha lido a versão da Salvat (e a continuação, em scan) e tenho até uma resenha rascunhada com bastante detalhes. Mas, quando soube que iam relançar tudo em busão, decidi comprar e fazer uma resenha definitiva mais para frente, quando eu ter e ler os dois volumes previstos. Em tempo: a Panini atrasou meses para entregar esse gibi(zão), entre outros.
18/01
Banca Ranieri, em frente ao Conjunto Nacional
• A Saga do Superman #30/6: segunda parte dessa saga, que espero que vá até morte e retorno do Azulão =)
• Choujin X #8: parece ser esquisito, vamos ver :P
• Marriage Toxin #3: outro gibi despretensioso com resenha que me fez simpatizar.
21/01 - me chegou um Castelo de Grayskull. Não é de papel, ainda vou escrever sobre, mas queria me exibir aqui :P
Amazão
• Ultimate Homem-Aranha: vamos ver no que vai dar essa enésima recontagem de universo de HQ.
24/01
Panini
• Berserk #26: E finalmente fecho a coleção. Outro gibi com atrasão na entrega...
Catarse
• Kojiki - Registro das Histórias Antigas: daqueles livros fundadores da literatura japonesa. Ouvi muito dele na faculdade (de língua japonesa, que abandonei). Quis :P
25/01
Banca Ranieri, em frente ao Conjunto Nacional
• A Saga do Homem-Aranha #21: ainda vou definir meu ponto de corte, mas se essa série vingar, cortará varios gastos em dólar que pretendia fazer.
• Delicious In Dungeon: Calabouços e Delícias #10: me pareceu ser legalzinho :P (série também conhecida como “Masmorras e Marmitas” :P - encerra no 14)
• Diários de uma Apotecária #10: outra que estão comentando bem e decidi embarcar....
Panini Point Vila Mariana - se vou lá, é pra tapar buracos na coleção :P
• After God #2: outro que fui pela capa, mas uma resenha me desanimou....
• O Incidente de Darwin #7: mais um com boa resenha, mas também comprarei sem pressa.
• Choujin X #7: parece ser esquisito, vamos ver :P
• Marriage Toxin #2: outro gibi despretensioso com resenha que me fez simpatizar.
31/01
Panini - aproveitei uma promoçãozinha marota pra fazer besteira...
• Homem-Aranha - Edição Definitiva #13: quero ver como conseguir o resto da coleção sem ensandecer. Mas tentarei fazer escambo.
• Quarteto Fantástico por Jonathan Hickman #1: fase elogiada (2 volumes) e o descontão me deu coragem.
• Queria dar os créditos aos sites que mais uso para pegar dados sobre as séries: Biblioteca Brasileira de Mangás e Guia dos Quadrinhos. E mapear minhas compras de 2025:
Ainda vou fazer um comparativo dos anos, mas estou planilhando os anos anteriores bem devagar.
Em janeiro, li:
• Adeus, Eri
• Astolat - O mundo particular de Parzifal e Elaine
• E estou me divertindo com Todas as Histórias Marvel
E, como prometido, fiz uma doação enorme de gibis em janeiro. Pretendo repetir a dose em fevereiro. A listinha, pros curiosos: Almanaque Guará (1 a 5); Astronauta (Magnetar, Singularidade, Assimetria), Ataque dos Titãs (30 e 32); Badger: Alucinado; Da Terra à Lua; Dc Encontra Looney Tunes; Dead boy Detectives; Desafiadores do Destino; Desviantes; Doutor Estranho (1 e 2); Doutrinador; Flash Gordon (no Planeta Mongo, o Tirano de Mongo); Flintstones 1; Future Quest (1 e 2); Future Queste Apresenta 1; Futuros Heróis; Gerações 3 (1 e 2); Guerras Secretas; Hansel & Gretel; Homem-Aranha 2099 Início; Invasion; Martha Washington in the Twent-First Century; Marvel 1602; Morte a Festa; Novos Atlantes; Novos Mutantes Filhos da Guerra; Novos titãs por George Pérez 4; One Piece 13; One Punch Man 21; Os Passarinhos; Pequenos Heróis; Principe Valente 1 (Pixel); Principe Valente (1939, 1949, 1957, 1937, 1938, 1948 e 1952); Pérola; Quack (1 à 5); Saga do Batman 6; Santo; Scooby Apocalpise (1 à 5); Strangers on Paradise (1 à 6); Supremos Edição Definitiva; Surfista Prateado Edição Histórica; Tintim (na América e no Congo); Tom Strong (a Invasão das Formigas Gigantes); Turma da Mônica (Laços, Lições e Lembranças); Turma da Mônica Lostinho; Uzumaki 1-3 (Conrad); X-men (8 17 21 10) (85 revistas, se contei direito).
(por Hiro Kawahara)
Em 2019 resenhei “O Bestiário Particular de Parzifal“ e prometi que iria comprar a continuação da história, que estava sendo financiada num Catarse.
Acabei não fazendo - o segundo semestre de 2019 foi agitado e 2020 não existiu - e depois descobri que na verdade não haveria uma continuação, mas uma prequel.
E aqui talvez seja uma das fraquezas da obra: li a outra história uma era atrás, mal lembro do que aconteceu (e nem sei onde está o gibi, pra ser sincera) e fui tentando recolher as pistas durante a leitura. Mas como é uma história de origem, as tais pistas eram fiapos fracos demais para me segurar sem cair, e ela é extremamente dependente do que vem depois.
Um dia releio.
# Veredicto: a arte é linda - cores e traço - , mas é uma história que não conta muito mais do que a própria história.
# Bom: não vou elogiar a arte, é redundância. A personagem do primeiro arco é irritante por ser burra, o que a faz excelente como personagem.
# Mau: o roteiro é bom, com direito à leitura crítica, mas precisava de um tico a mais de feijão, para poder andar sozinho e dizer alguma coisa.
132 páginas • 2019 • R$ 45,00 • no site do autor
P.S.: outra obra do autor, A Sereia da Floresta, ganhou o 18th Japan Internation MANGA Award!
P.S.2: minha edição é autografada :P
(por Esteban Maroto)
Sou uma pessoa antiga, mas não tão antiga para ver os anúncios de “Cinco por Infinitus” nas bancas.
Mas o suficiente antiga para garimpar para a minha coleção revistas antigas publicadas pela editora Ebal, e, adolescente, ver os anúncios de uma HQ que nunca li, com arte linda e uma premissa simples, mas com seu apelo: cinco pessoas de todo o planeta, com habilidades especiais (e nomes astronômicos: Antares, Alfa, Libra, Taurus e Argo) são convocadas por um alien benevolente para viverem aventuras.
Uns poucos anos atrás as histórias foram compiladas e lançadas pela Pipoca e Nanquim e consegui o gibizão com desconto numa feira do livro. É um volume grande, capa dura, muito bonito, assim como a arte em preto e branco. É um gibi espanhol cujo criador batizou o “Pescador Parrudo” da novela Kubanacan =p
E também uma obra dos anos 60/70, com uma arte linda, mas o roteiro carece, com vários dos vícios da época em que foi escrito: muitos episódios tem uma dama em perigo, erros crassos de astronomia (por pura falta de pesquisa. Tem toda a cara que o autor pegou um nome sonoro e enfiou na trama de qualquer forma. Não foi o primeiro nem o último a fazer isso, mas.... se você pelo menos cresceu lendo Superinteressante, vai se ofender), deus ex-machina
Os argumentos dos primeiros capítulos são típicos de desenhos de ação da Hanna-Barbera (Herculóides, etc)(o roteiro do capítulo 1 eu faria com treze anos. Até colocado pelo acaso tem xD ), mas evoluem para “episódio fraco da primeira temporada da série clássica e Star Trek” e algumas histórias no final são quase dignas dos gibizões antigos do Conan. Há uma repetição de temas oníricos e de citação da cor roxa, mas isso é mais uma coisa que notei que uma crítica :P
# Veredicto: Para mim, foi uma leitura lenta, dolorosamente lenta :P
# Bom: a arte é linda, um preto e branco de encher os olhos. A encadernação do volume também merece elogios.
# Mau: bonitinho, mas ordinário.
536 páginas • 2018 • R$ 149,90 • no site da editora
Tem uma resenha muitíssimo detalhada, com bastante carga informativa e com mais boa vontade com o quadrinho do que a minha no blog New Frontiersnerd
(por Clara Gomes)
Bichinhos de Jardim é uma tira que tem uma joaninha mal-humorada, um caracol sonhador e outros bichinhos vivem suas histórias, geralmente metáforas ou crítica mais diretas ao dia a dia, À rotina do trabalho e à vida na internet. É o tipo de trabalho que conheço há bastante tempo, a autora é uma fofa e várias das tirinhas estão entre as minhas preferidas da vida e, quando soube que iam lançar uma coletânea no catarse, tive de pegar!
O livro começa com uma apresentação dos personagens, depois capítulos temáticos: seleção de tiras das personagens Joaninha e de Caramelo, um longo capítulo sobre Vida Digital, outro enorme sobre Trabalho e mais um curto com miscelânea de temas. Melhor do que falar, é ir conhecer as tiras no site da autora. E comprar o livrinho :P
# Veredicto: sou suspeita :P O gibi fica na estante, claro :D
# Bom: tem joaninha protagonista \o/ A arte é muito boa e as críticas são engraçadas, às vezes dolorosamente.
# Mau: 350 tiras é pouco.
136 páginas • 2023 catálogo no perfil, pedidos por DM
(por Tatsuki Fujimoto)
Sabe aquela história que te faz ficar pensando nela por dias? Então, é o caso, mas não pela estrutura narrativa, nem pelos personagens ou mensagem, mas se achei o mangá bom ou ruim.
De certo ponto, ele é genial.
Yuuta, um adolescente, ganha um celular da mãe e ela pede para filmar a vida dela, portadora de uma doença terminal. Assim, praticamente todo o mangá tem uma diagramação de quatro quadros horizontais por página, como se quase todo o gibi fosse filmado por um celular na horizontal - do jeito que a Globo implorava uns anos atrás - e a narrativa conduzida pelo que a câmera do celular mostra.
Logo a mãe morre, acontece algo POR DEMAIS chato (especialmente para quem cria) com Yuuta, que tenta suicídio por causa disso, mas antes de morrer conhece uma garota chamada Eri (nada disso é spoiler: tá escrito na quarta capa da revista :P).
Lendo assim, parece que o mangá é bastante sensível, indo pro dramalhão, mas não: ele é relativamente “seco”, você não entra nos sentimentos dos personagens, o que fisga é a condução da história, que se revela não-confiável em certa altura, abrindo algumas questões sobre o que foi contado para a gente. A câmera daquele celular é uma janela para aquele mundo, mas, como toda história, é uma janela controlada.
Na verdade, sei lá se é confiável a idéia de que o narrador é não-confiável.
Mas... chegam as páginas finais e o autor chuta o balde. Não em ousadia, mas em por qualquer coisa para encerrar uma história, sabe, qualquer coisa, mesmo?
E fiquei com o gosto ruim na boca de ter lido algo extremamente bem elaborado ser estragado de forma idiota.
# Veredicto: ainda não sei se vendo ou se fica na estante. Se um projeto vingar, talvez tenha até resenha em vídeo :P
# Bom: a arte está muito boa, assim como o acabamento da revista. E as mentiras, cada uma das pequenas mentiras que minam o que você achava. De certa forma, esse gibizinho dá uma aula de roteiro. Outro ponto digno de nota são comentários sobre o processo criativo, especialmente por parte de quem cria (Yuuta e seu pai vestem essa carapuça algumas vezes) e do público (Eri e outros alunos)
# Mau: os personagens e suas motivações soam estranhos no começo, mas vou culpar o Yuuta por isso. A narrativa horizontal é ousada, faz sentido, mas da forma que foi usada desperdiça muito do potencial emocional. E explosões, claro.
208 páginas • 2024 • R$ 39,90 • no site da editora
E há uma resenha legal sobre o mangá no blog BBM.
(por Naoko Kodama)
De tanto os pais a encherem o saco para que se casasse, Machi, que se considera hétero e que tem uma carreira numa grande empresa, faz o que eles querem: com aprovação de novas leis numa região do Japão, aceita a proposta de Hana, uma amiga assumidamente lésbica, e se casa com ela, só para calar os familiares =)
Sim, é um mangá yuri e, sendo assim, é óbvio que ambas viram um casal de verdade até o fim do mangá x) Sinceramente, “Me Casei Com...” é uma obra rápida, com relações idealizadas como todo romance tem de ser (seja hétero, seja homo), com alguns obstáculos rapidamente contornados, mas que expõe mesmo que brevemente o machismo no mundo corporativo japonês e nas relações familiares. Também aponta como conviver com outra pessoa moda ambos, muitas vezes para melhor.
Enfim, é um dos mangás one-shot que comprei por causa de uma resenha favorável aqui. Inclusive, recomendo sempre darem uma visitada no blog Shoujo Café =)
# Veredicto: fofinho e rápido de ler. E também é só mais uma historinha de casal, fica na estante até segunda ordem.
# Bom: o traço não inova, mas é bonitinho e é legal acompanhar o crescimento do vínculo afetivos entre as protagonistas. Outra coisa a se destacar é o acabamento físico da revista.
# Mau: alguns temas poderiam render mais, foram só pincelados mesmo. E as histórias extras no fim do volume - um epílogo que quase nada acrescenta e uma história mais antiga que deve ter sido a primeira versão das personagens (uma história escolar que uma termina satélite da outra, quase que não correspondida) - são o calcanhar de Aquiles do gibi.
162 páginas • 2022 • R$ 39,90 • no site da editora
(por R. L. Stine)
Desde a pandemia meio que diminuí muito o ritmo de ler, quase zero =/
Mas desde o final de 2023 vivi uma espécie de renascença nas leituras (culpa da Vilanesa :D) (preciso resenhar os outros livros...), mas ainda estou longe da minha capacidade normal e acho que preciso praticar para por mais ritmo.
Assim, decidi pegar um livro dessa série de terror famosinha: curtos, letras grandes, tramas simples e voltada para um público infanto-juvenil. E também tinha curiosidade sobre o estilo de escrita, já que a série fez sucesso na época (foram mais de 60 livros, o autor lançou praticamente um por mês entre 1992 e 97), com derivados em outras mídias e tudo o mais.
Nesse livrinho, que comecei numa sexta treze, família muda para o interior da Flórida, onde acontecem uivos na noite e fatos suspeitos..., bom, tem a palavra “lobisomem” no título e no desenho da capa. Vocês entenderam e não tem muito para contar além disso, fora que o formato folhetim (capítulos curtos com ganchos sem vergonha para o seguinte) está vivão e passa bem.
# Veredicto: diverte, cumpre o que promete :P Não vou colecionar - a série nunca foi lançada inteira no Brasil, pra começo de conversinha. Vou dar de presente pra sobrinha X)
Mas.... taaaalvez eu faça uma lista dos livros mais queridos pelos fãs, procuro o que saiu por aqui e caço nos sebos.
# Bom: curto, divertido. Há algumas pistas falsas e o final pode até ser surpreendente, se você tiver dez anos e visto poucas histórias de terror^^
# Mau: o começo carece de revisão. Tem um monte de "eu" a cada página. O experimento científico dos pais do protagonista é de uma irrealidade (melhor, irresponsabilidade) quase que ofensiva. Temos a mais mal-feita adoção de um cachorro que já li/vi/vivi. E a capa, ela é um spoiler.
88 páginas • 2007 • no site da editora
(por Will Eisner)
Que o Eisner foi um monstro dos quadrinhos, isso sei e comprovo tanto de ouvir falar quanto por ter lido um pouco do material dele que chegou ao Brasil.
Mas, como professor, ele nunca conseguiu me empolgar. Achei Quadrinhos e Arte Sequencial legalzinho apenas, sei lá se resiste na minha estante em uma releitura (ao contrário do Desvendando os Quadrinhos, do McCloud). E, no fim do ano, li Narrativas Gráficas.. que não me pareceu um livro, mas uma grande apostila com diversos conceitos (alguns dataram bem rapidamente) meio soltos meio amarrados sobre HQs, em que falta um professor para conduzir os ensinamentos.
Fora disso, nem dez páginas e achei que as opiniões escritas nos anos 90 foram completamente atropeladas pela internet dos anos 20. A introdução do livro deu a entender que ele pensava demais comunicação visual usando papel apenas - um ambiente que favoreceria demais aos quadrinhos. Mas, com o advento da onipresença das telas, o jogo mudou.
Enfim, em vez de um livro novo, o melhor fosse dar um update no anterior.
# Veredicto: mais fraco que Quadrinhos e Arte Sequencial.
# Bom: há vários ensinamentos legais, os exemplos são excelentes...
# Mau: ...mas pouca coisa que justifique o livro. Fora que algumas das historinhas criadas para exemplificar são mais o artista brincando de fazer HQ do que algo que acrescentasse aos tópicos.
176 páginas • 2016 (3ª edição) • no site da editora
O tópico recorrente que serve para:
1) Ser prova contra mim no dia que alguma estante cair em cima de minha cabeça e eu ficar soterrada em papel.
2) Manter esse blog vivo em meses sem assunto.
3) Controle auxiliar da coleção :P
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07/12
Sebo do Messias
• Goosebumps: O Lobisomem do Pântano da Febre: série de terror infanto-juvenil e peguei um livrinho para conhecer o gênero, e porque acho que preciso ler coisas curtar e de letra grande para voltar a ter ritmo de leitura.
E, nem de longe, pretendo fazer a coleção: ela teve mais de 60 livros e muita coisa nunca saiu no Brasil. Mas, provavelmente vou procurar listas dos melhores livros e procurar os que sairam em português.
• A Grande Fuga: da série “joaninha anda caçando vaga-lumes” =P
14/12
Banca Bruno, Av. Paulista, 2202
• Lucifer #4: o típico caso de fase bem falada que queria ter. E namorada gosta da versão em seriado :P (5 edições, se seguir a publicação estadunidense)
Banca Ranieri, em frente ao Conjunto Nacional
• Fugitivos #8: série curta, espaçada e bem comentada. Último número =)
• Chainsaw Man #17: “olha, vão republicar, acho que é hora de começar outra coleção de hit do momento” =_= (sou uma idiota acumuladora).
• Delicious In Dungeon: Calabouços e Delícias #9: me pareceu ser legalzinho :P (série também conhecida como “Masmorras e Marmitas” :P - encerra no 14)
Banca Paulista V, Av. Paulista, 1948
• Delicious In Dungeon: Calabouços e Delícias #8: me pareceu ser legalzinho :P (série também conhecida como “Masmorras e Marmitas” :P - encerra no 14)
19/12
Uma amiga na CCXP e pegou para mim os últimos Quadrinhos A2 para a coleção :D
• Quadrinhos A2 - Reserva e Quadrinhos A2 - 7.2, e ainda sonho em ter o “Não Oficial” de 2018 na coleção T_T
21/12
Banca Ranieri, em frente ao Conjunto Nacional
• Canções da Noite #17 e #18: “peguei o gibi porque achei a vampirinha bonita” =_='
• Jujutsu Kaisen #26 #14 #17 #18: anunciaram que vão republicar e vocês sabem como sou.... (a série encerrará na edição 30)
• One Punch Man #30: pois é, série tão bem elogiada que decidi, adivinhem, iniciar outra coleção. Na esperança de relançamentos para correr atrás dos anteriores sem vender os rins. (Republica logo, Panini :P)
• A Saga do Homem-Aranha #20: ainda vou definir meu ponto de corte, mas se essa série vingar, cortará varios gastos em dólar que pretendia fazer.
• A Saga do Batman #44/8: pretendo pegar até o fim da queda do Morcego, se chegar até lá. E só acho que a Panini fez besteira nessa numeração...
• Capitão Feio: Memórias: “se é Graphic MSP, eu pego”.
28/12
Banca Ranieri, em frente ao Conjunto Nacional
• Magilumiere #5: talvez ter comprado esse tenha sido um erro :P
• Thunder 3 #3: achei o traço fofinho e a capa imitando pôster de filme legal, tá?
Panini Point Vila Mariana
• Canções da Noite #15 e #16: “peguei o gibi porque achei a vampirinha bonita” =_='
Queria
1) dar os créditos aos sites que mais uso para pegar dados sobre as séries: Biblioteca Brasileira de Mangás e Guia dos Quadrinhos.
2) mapear minhas compras de 2024:
Ainda vou fazer um comparativo dos anos, mas estou planilhando os anos anteriores bem devagar.
Em dezembro, li:
• terminei Ranxerox
• Goosebumps: O Lobisomem do Pântano da Febre
• Me Casei Com uma Colega Para Calar os Meus Pais
E estou planejando fazer uma mega-doação de quadrinhos esse mês de janeiro =)
Tenho uma pasta no meu e-mail chamada “piadateca”, com piadas da época de dois mil e power point em diante. Como gosto de jogar tralha aqui no blog, decidi dar uma atualizada nas menos ofensivas.
Vai que algum moleque acha graça da piada “nova”... para ele XD
De: C. F. C.
Enviada em: quinta-feira, 27 de janeiro de 2005
De: P. A. F.
Enviada em: sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Assunto: TELEGRAMA DO CHEFE
Um belo dia, um vendedor em viagem pelo interior, recebeu um telegrama de seu gerente geral lá da matriz, no qual estava escrito: PORRA.
Na mesma hora o vendedor telegrafou a resposta: FODA SE.
Retornando, no dia seguinte ao escritório central, foi imediatamente chamado pelo gerente que lhe disse, jogando o telegrama sobre a mesa:
- Como é que o senhor tem coragem de me mandar uma resposta dessas! O senhor não seu conta de que, por causa do plano de contenção de despesas que estamos implementando, o meu telegrama era simplificado e o significado de PORRA é : “Por Obséquio Remeter o Relatório Atrasado”.
O vendedor, com apenas um leve e imperceptível piscar de olhos, respondeu em cima, na bucha:
- Sei de tudo isso, sim senhor. E foi exatamente dentro desse espírito que lhe respondi. FODA SE, significa: “Foi Ontem Despachado, Amanhã Será Entregue”
Vai ter raciocínio rápido assim lá na PQP (Produção, Qualidade e Planejamento).
Esse mail deve ser bem mais velho do que aparenta: recebi três versões, a mais antiga fala em “vendedor”, as mais novas trocam por “funcionário”. E “telegrama” vira e-mail nem meia década depois.
Capaz da primeira versão dela ter rodado pelo país afora por telegrama =P
Decidi então deixar a piada como na versão mais antiga, exceto pelo finalzinho em itálico, que parece ter aparecido depois.
(por Stefano Tamburini, Gaetano Liberatore; Alain Chabat)
Ranxerox é uma HQ punk italiana do começo dos anos 80. Apesar do personagem ter poucas histórias, foi bastante influente para os quadrinhos pela arte excelente de Liberatore e a falta de pudores de Tamburini, o roteirista: praticamente toda página tem uma arte linda, um fiapo de roteiro e um “que porra é essa?!?” acontecendo.
O personagem-título é um robô forte, violento, feio, num futuro distópico onde a vida vale nada e a violência é cotidiana. Muita gente morre de forma besta, há diversas cenas de sexo (Lubna, a namorada/mestra de Ranx(erox) tem 12 anos e mais de uma vez aparece sentada do robô de forma NSFW), drogas (além de tudo, ela é viciada em heroína)(até ler esse gibi, nem sabia que essa droga tinha mais de uma cor) e os fatos se encadeiam de forma absurda para contar uma história ou algo assim.
# Veredicto: esse gibi ficou 14 anos na minha estante e agora pode procurar outro dono =p Não que ele seja ruim - inclusive é uma HQ referencial - , mas não é o tipo de história que pretenda reler (apesar de talvez por uma pincelada ou outra desse mundo em alguma história minha).
# Bom: o futuro distópico (nem tão futuro assim: 1988) tem personalidade, graças em parte à arte. Também é digna de nota a introdução do Rogério de Campos (o autor dO Livro dos Santos), que põe de forma excelente o contexto em que a obra foi criada (e também é um texto de fã, onde o fã também é um bom vendedor do que gosta)
# Mau: a primeira HQ do personagem é um fanzine e a arte pode desagradar alguns. Roteiro não é o forte do personagem, mas a última história peca mais nisso que o restante da revista. Comento abaixo^^
192 páginas • R$ 49,90 • 2010
Notas:
1) existe uma edição mais recente da Comix Zone, não sei se tem texto introdutório ou algo que situe o leitor.
2) o personagem Guido Carosella, mutante de ascendência italiana da Marvel tem toda a cara de ter sido decalcado no Ranx.
3) Stefano Tamburini, o roteirista e criador de Ranxerox, morreu de overdose de heroína em 1986, deixando a última história incompleta. Anos depois outro roteirista, Alain Chabat, fechou a trama. Mas achei a história meio que fora da curva do restante da série: tem altas revelações (tipo o status social e a família de Lubna) e é menos cotdiana (dentro do contexto daquele mundo), além de ser bem fragmentada e terminar com o Ranx terminando quase como um herói inspirador.
Aposto que Chabat não percebeu algo óbvio logo nas primeiras páginas: tem um gancho enorme para sacarem o velho clichê de “e foi tudo um sonho”. E essa historia faria bem mais sentido dentro do conjunto se fosse tratada assim =p